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#48 Empresas competitivas mudam. E a sua está preparada para os novos tempos?

  • 18 de mai. de 2018
  • 3 min de leitura

Empresas que por décadas foram extremamente competitivas e de alguma forma acabaram desaparecendo do mercado. Você lembra da Varig, Mesbla, Arapuã, Bamerindus, Vasp...? Essas e muitas outras tiveram seu auge e sumiram. Talvez, não tiveram tempo o suficiente para mudarem sua forma de gestão, sua relação com o mercado ou falta de rejuvenescimento de sua marca e de seus produtos e serviços. Hoje leva-se pouco tempo para evaporar uma marca, que levou dezenas de anos para ser construída. Entre os fatores estão a falta de adaptabilidade aos novos tempos. Empresas que não se reinventam, não modificam seus processos, não investem em inovação e não acompanham os novos consumidores, logo vão desaparecer.


Para que a mudança aconteça é necessário que a empresa se prepare ao buscar o senso compartilhado de futuro desejado. Esteja engajada ao novo, ao moderno e ao olhar e agir de forma diferente.


Já dei consultoria para empresas com mais de 40 anos de existência e por teimosia, medo da mudança e paradigmas, seus proprietários sucatearam a marca, deixando praticamente sem competitividade. Sobrevivendo às migalhas por não ter coragem de se reinventar e buscar novos clientes nas novas gerações.

O autor Stewart, evidencia e sua obra que em meio a mudança precisamos contextualizá-la com algumas perguntas chaves:

  • Por que precisamos mudar já?

  • Quais são os impactos de curto e de longo prazo?

  • Caso a mudança não for implementada, o que perdemos?

  • O que ganhamos com a mudança?

  • O que originou essa mudança?

O fator mudança surge para criar um sentido de urgência, o qual só poderá ser criado se houver um porquê bem fundamentado. Observando que esses questionamentos devem ser evidenciados aos envolvidos diretamente e qual o impacto disso. Antigamente a mudança poderia durar décadas, hoje é diferente. Dependendo do grau da mudança, deve ser feita em uma semana. Em meio a gerenciamento de crises e riscos, as empresas precisam agir urgentemente protelar é motivo de fechar as portas. Visão de futuro, Missão bem fundamentada e ações bem planejadas e executadas, vão dar um norte para onde querem chegar.


Muitas mudanças chegam tarde...a empresa não tem condições de reverter a situação a não ser fechar as portas. Por isso, focar em determinadas frentes vai contribuir para a eficiência da ação. Seja em custos, valor agregado, riscos envolvidos, gestão do tempo ou nível de disrupção. Estamos rodeados de concorrentes competitivos e não competitivos. Nossa sobrevivência no mercado depende muito das nossas ações de hoje.


Algo extremamente importante foi entender a cultura inovativa e as mudanças das empresas da Espanha. Em Valência, interagindo com professores da Universidad Politécnica de Valência, observa-se que a gestão da mudança é extremamente rápida. Empresas têm a capacidade de se reinventarem em uma velocidade impressionante. Durante a crise de 2014, empresas fecharam por falta de habilidade na mudança, já muitas outras foram rápidas e certeiras em suas decisões. Hoje continuam competitivas e saudáveis financeiramente.


Quando falamos em gestão da mudança, outro aspecto importante é a eficiência na execução do projeto proposto. Fatores contribuem para que aconteçam:

Avaliação criteriosa sobre a transição das pessoas em relação ao que se espera;

Focalizar naquilo que se pretende mudar;

Responsabilidade na comunicação com a equipe e com a sociedade;

Eficiência no gerenciamento dos riscos calculados;

Total seriedade na execução da mudança, envolvendo planejamento, execução e acompanhamento das ações ao longo dos meses;

Monitorar os resultados almejados


Lembrando que antes de mudar é necessário planejamento e estudo com criticidade em seu impacto lá na frente. A mudança inteligente requer compreensão e envolvimento de todos e liderança participativa e com visão de futuro. Não se faz mudança, sem antes verificar seus pontos fortes e fracos e suas ameaças e oportunidades. Se aventurar só por que a mudança e necessária, resultará no fracasso. Mas se investir em estratégias que efetivamente vão transformar a organização e elevar a um outro estágio, as mudanças deverão ser rápidas e assertivas.

* Vanderlei P. Correia é gerente executivo do Senac de Pato Branco e Palmas PR. CRA/PR 15.528. Formado em Administração com Pós-graduação em Marketing nas Organizações, Pós-graduação em Recursos Humanos, Pós-graduação em Comunicação Estratégica e Redes Sociais e MBA em Gestão Industrial. Foi consultor credenciado do Sebrae durante 9 anos e estudou na Universidade Politécnica de Valência na Espanha em 2018. Autor do livro: O Vendedor Águia e coautor do livro: HEIP Horizonte Estratégico Interativo para Prática. www.heip.com.br.

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